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Cenário Econômico

Comércio Varejista de Ribeirão Preto fecha o 1º semestre com leve recuperação e crescimento real de 2,2% no faturamento

O Comércio Varejista de Ribeirão Preto registrou um crescimento médio de 1,7% nas vendas em junho de 2025, comparado ao mesmo mês do ano anterior — quando houve leve retração de 1%. Os dados são do CPV (Centro de Pesquisas do Varejo), mantido por SINCOVARP (Sindicato do Comércio Varejista) e CDL RP (Câmara de Dirigentes Lojistas).

Apesar de a alta ter ficado um pouco abaixo da expectativa inicial — que projetava entre 2% e 4% — o resultado é considerado uma recuperação moderada, impulsionada por fatores sazonais. “Tivemos um pico de vendas até o Dia dos Namorados, seguido de acomodação no restante do mês. O frio mais intenso e prolongado também foi determinante para o bom desempenho dos setores de vestuário e calçados”, explica Diego Galli Alberto, coordenador do CPV. Ele também ressalta a força regional da cidade: “Boa parte da renda gerada na macro-região é revertida em consumo aqui”.

Empregabilidade em leve alta

O Varejo local também apresentou pequena alta na geração de empregos: crescimento de 2,2% em junho, em relação ao mesmo mês de 2024. Segundo o pesquisador, a variação acompanha o desempenho de vendas e reflete ações como os mutirões de emprego que vêm sendo realizados na cidade.

Confiança do setor segue estável

O Índice de Confiança do Comércio, medido numa escala de 1 (muito pessimista) a 5 (muito otimista), manteve-se estável em junho: 3,0 pontos tanto para o curto prazo (próximos 3 meses) quanto para o longo prazo (próximos 12 meses). O resultado é classificado como regular à otimista.


1º Semestre de 2025: estabilidade, com crescimento real no faturamento

Ao considerar os seis primeiros meses do ano, o CPV apurou uma variação média positiva de 0,9% nas vendas, repetindo o desempenho do mesmo período de 2024. O número confirma um cenário de estabilidade, com consumo ainda desacelerado.

Já o faturamento nominal acumulado cresceu 5,26%. Descontando-se a inflação de 2,99% no período, o resultado aponta para um crescimento real de 2,2% no primeiro semestre. “É importante lembrar que o faturamento aumentou mais do que as vendas, puxado por preços mais altos. Ou seja, vendeu-se praticamente o mesmo volume, mas com valores maiores”, destaca Galli.

Empregos em crescimento contínuo

Na comparação com o 1º semestre de 2024, o número de vagas no Varejo cresceu 5,9%. O indicador é resultado de cinco meses seguidos de crescimento — com destaque para março, abril e junho — após uma queda já esperada em janeiro.

Confiança empresarial: otimismo moderado

Na média do semestre, o Índice de Confiança SINCOVARP/CDL RP ficou em 2,9 pontos para o curto prazo e 3,0 para o longo prazo. Ambos os indicadores refletem uma visão de cautela com leve tendência ao otimismo.


Análise mês a mês – 1º semestre de 2025

Janeiro: -2%
Consumo retraído, influenciado pela sazonalidade do período e por um cenário macroeconômico desfavorável.

Fevereiro: +1,5%
Carnaval e a flexibilização dos corredores de ônibus (com liberação de estacionamento nas áreas comerciais) impulsionaram o varejo.

Março: +1%
A crescente adesão ao Dia do Consumidor movimentou o mês com ações e campanhas ao longo de março.

Abril: +1,5%
Páscoa, início da Agrishow e primeiros dias do Ribeirão Rodeo Music contribuíram para o desempenho positivo.

Maio: +1,5%
Vendas aquecidas pelo Dia das Mães, final da Agrishow, shows do Rodeo e primeira onda de frio.

Junho: +1,7%
O Dia dos Namorados, festas juninas e o clima frio prolongado impulsionaram segmentos estratégicos. Em contrapartida, houve impactos dos conflitos no Oriente Médio nos preços dos combustíveis.


Avaliação final

Para Diego Galli Alberto, o Varejo ribeirão-pretano encerrou o semestre com desempenho positivo, mas ainda enfrenta desafios significativos. “Tivemos cinco meses consecutivos de pequenas altas, o que sinaliza recuperação. Porém, fatores como inflação elevada, juros altos, inadimplência e endividamento das famílias ainda limitam o consumo. O crédito está caro e o poder de compra está comprimido”, alerta.

Segundo o pesquisador, a expectativa para o segundo semestre é de melhora gradual, com forte aposta nas principais datas sazonais: Dia dos Pais, Dia do Cliente, Dia das Crianças, Black Friday e Natal. “Mais do que esperar uma mudança no cenário macroeconômico, o comerciante precisa se preparar bem para aproveitar cada oportunidade”, conclui.

 

Fonte: thmais

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